ESTADO INGOVERNÁVEL

Para quem nasceu no Rio de Janeiro
ou que escolheu o estado para viver, é
triste constatar que, apesar do Índice de
Transparência e Governança Pública
o destacar na 17ª posição, classifica-lo
com “Bom” com 64,1 a governabilidade
fluminense é historicamente complexa, se
quisermos ser simpáticos, pois é marcada
por crises fiscais, desigualdade crescente
e humilhante (terceiro estado mais desigual
do Brasil), com todos os seus governantes
variando em eficácia e se igualando em
participações em atividades consideradas
não muito recomendáveis.
Ao analisar as gestões passadas
verifica-se que quase todos os últimos
governadores foram envolvidos em
encrencas que acabaram em prisões
e quando não, em impeachment
ou cassação. O estado passou por
intervenção federal em 2018 (primeira
aplicação do art. 34 da CF/88).
A violência desafia o cidadão e as
forças policiais e a segurança pública
enfrenta desafios provocados pela
expansão territorial e, principalmente,
pelo alto poder bélico das facções
criminosos, evidenciando a ineficácia das
políticas públicas.
O permanente estado de falência
mostra os dilemas relacionados à
necessidade de reformas estruturais e ao
enfrentamento da crise fiscal.
Não nos falta apenas governabilidade,
falta principalmente governança, na falta
de capacidade para implementar políticas
públicas minimamente razoáveis.
Com as autoridades cassadas,
afastadas, presas, haja falta de legitimidade.

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